quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Bauala


O bauala (Tragelaphus scriptus) é um antílope florestal que ocorre na África, freqüentemente em regiões de água abundante. Tal espécie possui porte médio, com cerca de 1,5 metro de comprimento e chifres somente nos machos. Também são conhecidos pelos nomes de gazela-pintada, golungo e gulungo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

AKITA INU



O Akita ou Akita Inu é uma raça de cães originária do Japão. O nome foi dado em relação à província de Akita, de onde a raça é considerada originária. "Inu" significa cão em japonês, e muitas vezes o animal é referido como "Akita-ken" (um trocadilho, pois a palavra "província" é pronunciada "ken" em japonês)


APARENCIA


Os cães da raça possuem uma aparência de lobo, sendo fêmeas mais baixas, e os machos maiores. O peso varia entre 34 e 50 kg, e a altura na cernelha deve ser entre 64 e 70 cm para os machos, e 58 e 64 cm para as fêmeas.
Seu aspecto geral é imponente, robusto e nobre, devendo ser bem proporcionado. O focinho é potente e afilado, mas jamais pontudo, com cana nasal reta e curta. Dentes fortes, com mordedura em tesoura, nunca prognatas. Os olhos são levemente pequenos e triangulares, as orelhas são portadas eretas, ligeiramente inclinadas para a frente. A cauda é grossa e forte, com seu comprimento chegando até o jarrete, mas deve portar-se enrolada sobre o dorso.
Sua pelagem é dupla, sendo o pêlo de cima duro e reto e o subpêlo macio e denso, o que lhe dá aparência de um bichinho de pelúcia. Como possui subpêlo, há uma intensa muda (troca de pêlo) em algumas épocas do ano, devendo ser muito bem escovado para manter seu belo aspecto e eliminar os pêlos mortos. Suas cores podem ser vermelho-fulvo, sésamo (pêlos vermelhos com as pontas pretas) tigrado e branco. Os exemplares de todas as cores, exceto a branca, devem apresentar o "URAJIRO" (pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo, pescoço e ventre, na face inferior da cauda e face interna do membros).

Temperamento
Protetor, prudente, afetuoso e corajoso. Excelente para crianças por ser muito paciente. Late pouco, nunca late desnecessariamente, uiva geralmente se precisa de algo e é muito seguro de si. É possessivo com seu território e com seus donos, o que faz desta raça excelente guardiã, tanto de propriedades quanto pessoal. Na guarda, seu comportamento não é ostensivo, como pode-se observar nos Dobermanns, mas costuma manter-se em um local que ofereça boa visibilidade, deslocando-se apenas se achar necessário.
É muito preocupado e apegado ao dono, sendo considerado "cão de um dono só" (o que não quer dizer que não possa ser adotado já crescido), mas sofre muito quando abandonado e ,às vezes, não consegue se adaptar aos novos donos. Entretanto, uma vez conquistado será um excelente guardião e companheiro por toda a vida. Precisa de ensinamento para corresponder ao controle normal pelo chamado do dono. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o Akita encontra-se na 54ª posição entre as 79 pesquisadas. Seus resultados podem ser explicados pela dificuldade "natural" que tem de aceitar ordens de estranhos. Por isso, recomenda-se que desde cedo o próprio dono invista algumas horas na educação de seu cão.

HISTORIA

 Origem da Raça Akita

 Dos tempos antigos à era Meiji

Acredita-se que havia uma grande migração de pessoas entre o Japão e a Ásia antes que estas duas áreas se separassem. Foi durante esta época que os cães foram introduzidos no Japão. Ossos de cães do tipo Spitz foram encontrados em sepulturas da Era Jomon (8000 a.C. a 300 a.C).
Após a separação das ilhas que compõe o Japão da grande massa de terra, as embarcações passaram a ser necessárias para se viajar entre as ilhas e o continente e isso diminuiu muito a migração.
A diferenciação entre os cães do tipo spitz iniciou-se a partir do isolamento das regiões e os cães tornaram-se mais apropriados para as necessidades de caça de cada área. Estes cães tornaram-se menos genéricos em aparência com a diminuição da variedade de cruzamentos, porém o tipo básico do spitz permaneceu nestes cães.
A partir do final da Era Jomon, a caça tornou-se popular e muitos ossos de cães foram encontrados junto a outros restos mortais, especialmete na parte nordeste do Japão, junto ao Oceano Pacífico. Mais tarde, na Era Yayoi (300 a.C. a 300 d.C), houve uma diminuição do número de ossos caninos encontrados em sepulturas. Porém, os cães representados em pratos e estatuetas de barro desta era tinham as orelhas eretas e caudas enroladas como os atuais cães japoneses.
Existem referências a cães em alguns livros de história japonesa como o Kojiki (uma crônica do Japão Medieval de 712 d.C) e Nihon Shoki (As Crônicas do Japão da era Yayoi). Na Era Kamakura (1192- 1333) há relatos sobre cães de briga. As briga de cães também eram muito populares na Era Edo (1603 a 1868).
No início da era Edo houve um crescimento da influência européia no Japão. Com a abertura dos portos a navios estrangeiros, a importação de cães do continente europeu tornou-se um negócio bastante próspero e até mesmo uma nova palavra, kara-inu, significando "cão estrangeiro" foi cunhada. A maioria destes cães importados eram do tipo hound. Conta-se que o Xogun Tokugawa Ieyasu possuía uns 70 destes cães para caçar cervos. A popularidade dos cães estrangeiros poderia ter causado o fim das raças nativas do Japão caso os descendentes de Tokugawa Ieyasu tivessem o mesmo interesse nos cães estrangeiros.
Ainda na Era Edo, uma lei bastante curiosa foi criada. Em 1685 o quinto Xogun Tokugawa Tsunayoshi promulgou a lei Shorui Awaremi-no-Rei, determinando a compaixão por todas as coisas vivas e proibindo a matança ou abandono de animais, especialmente de cães. O resultado foi que milhares de cães sem dono passaram a vagar pelas ruas de Edo, hoje a província de Tokyo. Mais de cem mil cães sem dono eram mantidos em canis especialmente construídos para tal.
Por volta do ano 1640 o Japão retraiu-se e isolou-se novamente do resto do mundo negociando apenas com a Mongólia, Coréia e China. O isolamento do Japão durou mais de duzentos anos e só terminou em 1853 com a chegada do Comodoro americano Matthew Perry. Mais uma vez o Japão iniciou um ciclo de interesse em todas as coisas estrangeiras, especialmente ocidentais.
Alguns engenheiros de minas europeus começaram a trabalhar nas minas das montanhas do norte de Honshu. Parte desta área faz parte hoje da Prefeitura de Akita, que nos anos 1800 era chamada de Dewa e sua cidade principal chamava-se Odate. Bastante distante das cidades da planície ocidental, era uma região montanhosa, íngreme e fria. A caça dessa região consistia em javalis, alces e o grande urso Yezo (que chegava a pesar 350Kg). Os cães utilizados para caçar no norte sempre foram conhecidos pelo seu grande porte e eram utilizados em pares de macho/fêmea para encurralar a caça até que os caçadores chegassem. Conta-se que um nobre desenvolveu um tipo de cão especialmente apropriado para este tipo de caçada e este esforço de criação pode ter sido o início do grande cão de caça japonês.
Em contraste com as regiões rurais, nas cidades japonesas, densamente povoadas, geralmente encontrava-se cães mestiços de raças nativas e estrangeiras. Ninguém parece ter feito qualquer tipo de esforço para preservar as raças japonesas das cidades, com exceção do Chin Japonês.
As brigas de cães continuaram populares na Era Meiji (1868 a 1911). Naquela época os Akitas eram chamados cães de Odate por causa do nome da sua cidade. Por volta de 1897, cães de briga Tosa foram introduzidos na prefeitura de Akita. Naquela época Tosa, hoje conhecida como Prefeitura de Kochi, era uma das duas áreas mais populares em brigas de cães.
No início a raça Akita era mais forte do que a Tosa, mas gradualmente a situação se reverteu devido a cruzamentos de cães da raça Tosa com cães de raças europeias. Com as mudanças trazidas pela ocidentalização, alguns cães foram criados especialmente para este esporte. Um dos favoritos era o Cão de Briga Tosa, uma mistura entre o Tosa nativo (Shikoku) e várias outras raças como Buldogue, Dogue Alemão, Pointer, Mastiff etc.
Para aumentar o tamanho e o instinto de briga, o mesmo tipo de cruzamentos foi feito no norte com os cães nativos da região Dewa/Akita. As raças provavelmente utilizadas nesses cruzamentos foram os Dogue Alemão, trazidos pelos engenheiros de minas alemães e os Mastiff Tibetanos trazidos por comerciantes Mongóis.
A partir da Era Meiji até a Era Taisho (1912 a 1925), os cães no Japão eram classificados em três categorias. Uma era o cão de caça japonês, que era grande, com orelhas eretas e cauda enrolada. O segundo eram os pequenos cães vindos da China, chamados Chin. O terceiro eram os mestiços com raças asiáticas e européias, verdadeiros SRD

sábado, 16 de outubro de 2010

COLLIE



O Rough Collie ou Collie Rough, também conhecido como Collie de Pêlo Longo, é originário da Escócia, com data de origem não definida. Antigamente foi usado para pastorear ovelhas, provavelmente as ovelhas Colley, que deram origem ao seu nome, mas hoje em dia raramente é visto pastoreando.
É um cão de porte médio, mas de grande beleza e elegância. Muito apreciado em exposições, se tornou famoso principalmente depois dos seriados e filmes Lassie, que ajudaram muito a espalhar a raça pelo mundo.


O tamanho dos machos varia de 56cm a 61cm, e o das fêmeas vai de 51cm a 56cm. O peso varia entre 15 e 26 quilogramas.
O que distingue a raça das demais, tornando-a especial, é a exuberância dos pêlos. Estes devem ter o sub-pêlo de base macio e denso, e os pêlos ásperos e longos. Existem 4 variações de coloração do pelo:
  • Marta: do castanho claro ao mogno.
  • Azul merle: tom acinzentado com marcações azuis prateadas e marmorizadas em preto, este exemplar pode ter olhos azuis.
  • Tricolor: preto, castanho vivo e branco. Preto na maior parte do corpo com marcações em castanho vivo no focinho, e nos membros frontais e traseiros.
  • Branco: corpo branco e crânio colorido. Não reconhecido pelo CPC.
Todos os exemplares deverão ter o colar branco no pescoço, completo ou incompleto e as marcas Collie tradicionais. As orelhas deverão ser portadas em descanso para trás e quando alerta com dois terços da orelha erecta e o outro terço caído para frente naturalmente.

SPITZ ALEMÃO

O Spitz Alemão Anão ou Pequeno, conhecido popularmente como Lulu da Pomerânia ou simplesmente Pomerânia, é uma raça de cães muito antiga. Porém seu reconhecimento oficial é relativamente recente, remontando ao século XIX.
O que mais chama atenção na raça é certamente sua exuberante pelagem, que atinge todo o seu esplendor por volta dos 2 anos de idade, extremamente abundante e armada. A raça possui ainda olhos amendoados e orelhas pequenas e pontiagudas, lembrando a aparência de uma raposa.
História
Descendentes dos cães de puxar trenó originários da Islândia e da Lapônia, seus ancestrais foram introduzidos na Inglaterra pela Rainha Vitória, no começo do século XIX, trazidos da região da Pomerânia na Alemanha - daí o nome popular da raça. Muito difundido na Europa e nos Estados Unidos da América, este cão foi o companheiro de Mozart, em Viena, enquanto compunha. Os exemplares primitivos possuíam ossatura mais pesada, orelhas maiores e não possuíam profusão de pelos, que caracteriza a raça hoje em dia.
Os primeiros spitz eram empregados como hábeis condutores de gado por seu porte grande e pesado, porém, na Inglaterra, foram criados menores e mais leves, com pelagem copiosa. Atualmente os Lulus da Pomerânia ou Pomeranian nos EUA (AKC) são chamados oficialmente pelo sistema FCI (da qual o Brasil faz parte) de Spitz Alemão Anão. Em 1995 e 1996 a CBKC não registrou nenhum exemplar da raça.

POINTER INGLÊS

O pointer inglês (em inglês: English Pointer) é um cão cujo trabalho original era como de tiro. Daí, passou a ser utilizado como rastreador, localizando presas e ficando imóvel, em forma de seta, permitindo que os greyhounds perseguirem e capturarem as presas ou que os caçadores atirassem nelas. Considerado de temperamento meigo e dócil, é um pouco sensível, resignado, cuidadoso com crianças e tem seu adestramento classificado como fácil. Fisicamente pode atingir os 30 kg e tem a pelagem dura, curta e brilhosa, que pode atingir quatro diferentes colocarações

AFGHAN HOUND


Aparencia

Seu aspecto geral deve ser nobre, forte e majestoso. A altura na cernelha vai de 68 a 74 cm, sendo as fêmeas um pouco menores que os machos.
Sua cabeça é longa, reta e fina, com stop moderado. A trufa do nariz é negra ou fígado, olhos pequenos de formato quase triangular, que podem ser escuros ou amarelos.
O pêlo é fino e sedoso, mas deve ser curto ao longo da coluna e mais longo, formando uma franja na parte inferior do corpo. Deve ser escovado frequentemente. A cauda termina com um anel encaracolado.
Suas cores mais comuns são fulvo, negro, tricolor, preto com marrom, creme, mas todas as cores são admitidas.

Temperamento
Corajoso, doce e sensível, gosta de dar loucas corridas eventualmente, por isso é melhor que seja criado em lugares espaçosos. É desconfiado com estranhos, sem contudo demonstrar-se hostil. Não é adequado para guarda, e deve ser treinado de forma gentil, com boas maneiras. De acordo com o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, o galgo afegão é o último colocado. Isso não quer dizer que a raça seja "burra", mas que simplesmente eles não fazem a menor questão de obedecer a comandos. É importante ter em mente que a "inteligência" para Stanley Coren, é definida como "Inteligência de Obediência e Trabalho", e não da inteligência "Instintiva" dos cães.
Historia
Foi originalmente usada para caçar lobos, raposas e gazelas. Após chegar à Europa e às Américas, graças à sua extraordinária beleza, foi transformado unicamente em cão de luxo. Para que possa participar de exposições, sua delicada e longa pelagem demanda muitos cuidados, portanto não foi mais sendo utilizado na caça.
Existe uma disposição a uma doença oftálmica por um defeito hereditário recessivo, a catarata. Sempre se achou que a raça datava da era pré-Cristã, e descobertas recentes por pesquisadores estudando DNAs antigos revelaram que o Galgo Afegão de fato é uma das mais antigas raças.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

tosa inu

O Tosa é uma raça japonesa que foi originalmente utilizada para briga, sendo atualmente usada para cão de guarda. É considerado um cão raro, graças as lutas nas quais eram submetidos tempos atrás. Também é chamada de Tosa Inu, Tosa Japonês e de Mastiff Japonês.

 Aparência
O Tosa varia consideravelmente no tamanho, sendo que as raças japonesas tendem a pesar menos da metade das raças fora do país. A raça japonesa geralmente pesa entre 30 a 40 kg, e os criadores da raça fora do país focalizaram em cães de peso superior, de 89.5 a 90.5 kg.

História
A raça começou com um cão japonês chamado Shikoku-Inu. Depois esses cães foram cruzados com cães ocidentais, como o Bulldog em 1872, Mastiff em 1874, São Bernardo e Braco Alemão de Pêlo Curto (Kurzhaar) em 1876, Dogue Alemão em 1924, e o Bull Terrier.



bull mastiff africano


O Boerboel é um molosso poderoso, originário da África do Sul, onde começou por desempenhar o papel de guardião de propriedades. Boerboel deriva da palavra “boer” que significa em Afrikaans proprietário de uma herdade. A palavra Boerboel pode assim ser traduzida para “cão do agricultor” ou “cão de quinta”.

Pensa-se que o Boerboel se tenha desenvolvido a partir do cruzamento entre os cães locais e os cães dos colonos europeus, sobretudo Dinamarqueses, que foram levados para a África do Sul no século XVII. Estes cães eram molossos, cuja força e tenacidade era vital para combater as tribos nativas hostis e os animais selvagens de grande porte, tais como leopardos, hienas, etc.
Com a chegada dos colonos britânicos e franceses no início século XIX, foram introduzidos os bulldogs e outros tipos de cães molossos. Acredita-se que o Dogue Alemão tenha tido um papel importante no desenvolvimento da raça. No século XX, o Bullmastiff foi importado para o país como guardião das minas de exploração de diamante. Acredita-se que estes cães tenham sido cruzados com o Boerboel.
A história do Boerboel está intimamente ligada á história dos Boers. Foi ao seu lado que muitos Boerboels pereceram na guerra anglo-boer na defesa dos seus donos, fazendas ou famílias.